Viagens

Viagens

domingo, 8 de janeiro de 2012

Saudade de Casa...

13º Dia - Pucón - Rancágua

**as fotos que faltavam nos dias anteriores foram postadas.

Hoje começamos nosso retorno para a Argentina. A viagem não teve nada de mais, foi realmente uma viagem para chegarmos a determinado destino, nada de passeios.
Queriamos ter ido até Santiago mas achamos melhor ficar em Rancágua para dormir, pois é só 89 Km antes de Santiago e menor, achamos melhor chegar mais cedo e em uma cidade que pensamos ser melhor de entrar e sair amanhã.
Uma dica, aliás, o hotel daqui é muito bom, fácíl de chegar, tem um restaurante ótimo. Estará detalhado na planilha final da viagem.
Quase chegando aqui, passamos rapidinho pela vinícola Casa Silva para dar uma olhada, coisa rápida.
No hotel, hora de descansar, amanhá Mendoza nos espera...

Vinhedos do caminho, na foto, Santa Helena

Que categoria...

Jantinha 1

Jantinha 2

Encerrando o dia prestigiando os produtos da região

sábado, 7 de janeiro de 2012

Vulcão Villarica

Como eu desci e tive que ficar esperando um bom tempo, aproveitei o guia que nos acompanhou para aprender um pouco mais, então aí vão algumas informações sobre o vulcão.
Ele tem 2.847 metros de altura, e é um vulcão ativo. Sua última erupção foi em 1984, e não causou muitos danos. É um vulcão que tem erupções, em média, de 20 em 20 anos. Nos anos 70 teve uma erupção que causou muitos danos e matou muitas pessoas.
Aqui em Pucon eles têm constantemente pessoas observando a atividade do vulcão. Existe na frente da prefeitura um semáforo que mostra como está atividade e grau de perigo. Os habitantes da cidade têm um plano de evacuação padrão, que é treinado de 1 a 2 vezes por ano, toca uma sirene altíssima e todos vão para uma península que há aqui. Também há muitos “canais de escoamento de lava” ao longo da montanha, para que não atinja a cidade. Eu pensava que a lava descesse rápido, o guia Osiel me disse que não, que ela é lenta, pois fica muito pesada e grossa por causa da alta concentração de basalto.
Conversando com ele, me disse que não sabia exatamente quantos dias antes é possível a detecção da erupção, mas que o vulcão vai dando sinais, há pequenos tremores, barulho e o meio dele “incha”, isso mesmo, é a lava que está acumulando para ser expelida.
O vulcão Villarica está em uma região cercada por mais 6 vulcões ativos e tanto esses daqui como os mais distantes estão interligados pela “corrente de fogo do pacífico sul” que é uma manta de lava que corre por baixo da terra e passa por todos eles. Todos têm energias acumuladas e o Villarica, contou-me o guia Osiel, tem épocas em que para dissipar um pouco dessa energia, solta pequenas borbulhas de lava, disse que parece leite fervendo, sobe e desce, disse que é lindo de ver.
Quando é detectada alguma mínima atividade fora do normal e limite de segurança, não se pode chegar perto dele, nada de escaladas.
Também não se pode escalar com ventos acima de 60km/hora, fica muito perigoso. Hoje o vento estava com 30 km/hora.
Em média, 45% das pessoas que tentam subir voltam antes de completar o trajeto, e destes, a maioria para nos primeiros 450 metros.
Sua escalada dura 5 horas no verão e de 9 a 10 horas no inverno. Descida no verão dura 1 hora e meia e no inverno 2 horas e meia aproximadamente.

O semáforo de alerta, que fica na prefeitura,
no centro de Pucón





12º Dia - Pucón

Acordamos às 5:45, pois o pessoal da agência passaria aqui no hotel para nos buscar às 6:30. Fomos até a agência para pegar o equipamento, conhecer os guias e seguir rumo ao vulcão, que fica a cerca de 10 Km do centro da cidade. No nosso grupo tinha, contando conosco, havia 7 pessoas e 2 guias.
Chegando ao local de início da escalada nos falaram que como hoje o vento estava muito forte, não teríamos a possibilidade de subir os primeiros metros no teleférico, tivemos que sair caminhando já da base.
Depois de nos preparamos, com óculos de sol (a agência fornece para quem quiser aqueles de esqui, bem melhor), muito protetor solar, mangas compridas, enfim, recebemos as instruções dos guias, os nossos eram o Hernand (que iria na frente com os mais rápidos) e o Hector que ficaria atrás do grupo todo para acompanhar os mais lentos. Nos falaram que levaríamos de 4 a 5 horas para chegar à cratera e deram todas as instruções de desistência, retorno, concentração, caminhada, etc.
Começamos. Já no início é subida direto, o terreno é de terra e pedras vulcânicas, é fofo, difícil de caminhar e cansativo, nos avisaram que essa parte é realmente difícil. Ainda tinha o vento, que ajudava na dificuldade. Eu andei acredito que até um pouco mais de 300m e desisti, não deu mais, minhas pernas estavam pesadas já, comecei a ter náuseas, ficar tonta, parei. Esperei com um casal que também havia desistido e um guia que ficou para nos acompanhar. Quando chegamos de volta na base deveria ser umas 9:30-10:00. Conseguimos uma carona para voltar para a cidade, umas horas depois. O Iuri seguiu adiante, vi que antes de eu vir embora eles já haviam alcançado a metade do caminho, haviam andado bastante na neve já, também vimos que várias pessoas estavam voltando, levariam mais ou menos 1 hora e meia para chegar à base. Espero que o Iuri tenha conseguido, estou aqui torcendo. Eles devem chegar de volta na agência por volta das 16:00. Depois disso, ele continua escrevendo e contando como foi a experiência e posta as fotos para vocês.

Bueno, agora soy yo que vos fala

Embora já soubesse que não seria fácil concluir o objetivo conforme e-mails trocados com amigos que subiram todo ou em parte, saí do hotel decidido a atingir o pico do vulcão.
NÃO CONSEGUI. QUE MERDA! E uma das coisas que mais idealizei nesta viagem era subir até o pico.
Talvez o que tenha ajudado ao fracasso, embora tenha subido até faltar 700m para o topo, foi não poder subir de teleférico até certa parte dele. Subir de teleférico encurta em torno de 1 hora de caminhada numa subida íngreme, em zigue-zague, numa terra fofa, fora o sol e calor, uma mochila com toda a roupa, água, comida, fora as botas que pesam uns 2kg cada uma (e depois de algum tempo caminhando, na terra e no gelo, passam para 15kg cada uma).
Subi até mais ou menos uns 2100m, e para concluir, ou seja, andar os 700m, segundo o guia, são necessários em torno de mais 2h30min para se ter idéia do que é subir um vulcão. É uma subida igualmente íngreme, num gelo, embora óbvio, saliento que muito liso, fácil de escorregar e cair “ladeira” abaixo.
Mas mesmo fazendo todo o meu esforço físico e mental, não agüentei mais e tive que pedir para parar. E quando pedi para parar o guia pediu para subir mais um tantinho (uns 50m que pareceram uma eternidade) para poder ficar em segurança. Depois de um descanso, o guia perguntou se queria tentar mais um pouco, mas decidi que não.
Olhar para baixo dali onde eu estava e pensar que tinha que descer dá medo, pelo menos a mim e mais a uns 10 que estavam comigo.
Juro que queria um taxi para descer, porque dá um senhor medo. As perninhas tremiam, e o coração ia saltar pela boca.
Mas como na chegou o taxi, e posar lá não deixa, tive que descer. A descida é de ski-bunda. É igual descer de tobo água naquele tipo que é quase vertical. Se deixar, o negócio desce rápido. Freia-se com o calcanhar e com a picareta.
Enfim, cheguei, acabado mas cheguei.
Hoje levei meu corpinho e mente ao máximo, mas mesmo assim, tive que parar. Medo, na verdade, de não ter forças para descer.

Mesmo que o cume não tenha sido alcançado, parabéns pra nós! É um desafio e tanto, muito esforço, coragem, vontade. Uma experiência que jamais será esquecida!

Dando uma espiada no vulcão antes de sair

Indo para o vulcão

Vulcão Villarica, lá vamos nós

Chegando no parque

Concentração

Começando a subir

Indo...

Maira subindo

Iuri subindo

Até aqui já foi um bom tanto, olha o que falta

Saímos de lá onde estão as vans

Uma idéia do terreno

Já chegando na neve, acima de 1.900m

Olhadinha para baixo...

Iuri acima dos 2.000m

Turma subindo

Neve fofa

Vamos que vamos

Antigo ponto de abrigo, quase metade do caminho

Parecem formigas...

Iuri descansando e registrando o pessoal

Força!


Parada para descanso, mais da metade do caminho

Ainda falta isso pra subir...mais o cume

Hora de parar... 2.200m

Alguém que decidiu descer... ski bunda funcionando

Arriba!

Na descida, registrando o caminho

Idéia da altura que foi percorrida

Quase na base de volta

21:30 em Pucon... Luz ainda

Brindando os desafios do dia

A recompensa pelo esforço!

11º Dia - Puerto Varas - Pucón

Como Pucon é relativamente perto, descansamos, dormimos um pouco mais hoje e saímos para dar uma volta à pé em Puerto Varas. Continuamos adorando a cidade.  Chegando no hotel, para arrumar nossas coisas, encontramos uma turma de Curitiba, estavam chegando. Trocamos algumas informações, demos algumas risadas e fomos nos arrumar. Saímos quase ao meio dia para Pucón. A viagem foi tranqüila, boa estrada, chegamos cedo, nos instalamos e fomos caminhar, a cidade é muito bonitinha, parece cidade de praia nesta época, e realmente o pessoal vai ao lago como se fosse praia.
Conhecemos um pouco, comemos e fomos à agência de turismo para marcar a escalada do vulcão Villarica para amanhã. Contratamos com a agência Andesmar, gostamos muito do pessoal. Agora é descansar para estar preparados para amanhã!
Observação: a escalada com guia e todo o equipamento necessário (roupas, botas, mochila, capacete, etc...) sai por 40.000 pesos chilenos por pessoa. Há 2 possibilidades de subida, uma que começa logo no pé dele, onde ainda não tem neve a 1.400m de altitude e outra em que nesse ponto pega-se um teleférico e ele nos deixa a 1.840m aproximadamente, na neve já. Aí de lá se vai até a cratera que fica a 2.847m de altitude. O teleférico custa mais 6.000 pesos por pessoa.

Pessoal de Curitiba

Caminho para Pucón

Caminho...


Pucón

Fim do dia em Pucón
 


10º Dia - Puerto Varas - Chiloé - Puerto Varas

Hoje acordamos preparados para antes de ir até Chiloé fazer um passeio que o pessoal nos indicou ontem à noite, ir até os pés do vulcão Osorno, o que é possível aqui em Puerto Varas. Dá uns 45 Km da cidade e é muuuuuito legal, realmente chegamos nos pés dele. É lindo, fotos, fotos, fotos.... Depois de um bom tempo admirando o vulcão e a vista, voltamos e pegamos a estrada. Chiloé é perto, andamos uns 60 Km até chegar ao local onde pega-se uma balsa para atravessar o canal de Chacao, 30 minutos de travessia, depois disso, já na Ilha andamos mais 48 Km até chegar a Ancud, uma das 2 principais cidades da Ilha toda.
Ancud é feia, nada de bonito na cidade, acreditamos que quem tiver tempo de andar pela ilha toda deve ver cidades mais bonitas, mas aí é um passeio de dias, não iríamos fazer agora. Soubemos que perto de Ancud, a uns 28 Km distante, havia uma pinguineira, local onde vivem, de setembro até março, colônias de pingüins, óbvio que eu quis ir até lá ver de perto. Meus Deus!!! Fomos nos afastando e lá adiante rípio pela frente....só que era terrível, as pedras eram grandinhas e estavam soltas, estão em obras, enfim, um terror, fomos indo, indo e cada vez mais pensando “agora que já viemos até aqui, vamos até o final”. E ia piorando, curvas fechadas, em descida, no rípio... quanto mais perto íamos chegando do lugar, uma nuvem de neblina ia nos envolvendo, o frio pegando, meio sinistro, estranho. Lá pelas tantas, aparece uma descida super íngreme, fofa de terra arenosa e pedras pequenas...bnão deu outra, a moto tombou.... não dá pra dizer que levamos um tombo porque estávamos à 5 por hora e ao lado de um barranco baixinho, então realmente só tombamos e nos encostamos ali. Bom, imagina a fúria do Iuri!!!! Pior que olhando não dava pra imaginar como subiríamos aquilo na volta!! Sorte que é um caminho que embora terrível é movimentado de gente de carro e micro ônibus de turismo indo para lá. Atrás de nós vinha um casal de canadenses, de carro, que parou e ele, o Jimmy, nos ajudou a levantar a moto. Dali, entrei no carro com ele e a Erica e o Iuri seguiu na moto, sorte que ao dobrar a curva estávamos na praia, não deu 100 metros.
Bem, o lugar é uma surpresa, uma praia linda, com pequenas ilhas, praia esta que só se vê quando se chega lá, não dá pra ver de outro lugar. Mas estava, como disse, sinistro, aquele silêncio, barulho do mar só, uma neblina baixíssima, úmido, frio... E eu olhava pra todos os lados e não via nenhum maldito pinguim!!!!!!!!!!!!!!!! Quase tive um ataque! O Iuri me olhou e disse “onde estão os teus pingüins????”... Aí um homem se aproximou e nos perguntou se queríamos tickets para o barco para ir ver os pingüins. Pois é... lembram que falei que tinha ilhas nessa praia? Os bichos vivem nelas e tem que pegar um barquinho para chegar lá perto. Fomos, afinal, tudo aquilo que passamos, queríamos ver o bichos nem que tivesse que ir á nado! Muito legal, estávamos comentando no barco que nos sentimos como se estivéssemos naqueles filmes em que piratas se aproveitam da neblina para atacar os barcos. Perguntei sobre a neblina, se sempre era assim, nos disseram que não, que foi um acontecimento naquele dia, normalmente é bem claro, ensolarado. O clima é de média de 12°C, mas com o vento forte e umidade a sensação é de bem menos. A água fica a uns 8°C.
Bem, chegamos às ilhas, e vimos os pingüins! Bibi, vimos os pingüins de perto!!!!!! Aí se esquece tudo... os bichinhos são mesmo encantadores! O passeio no barco dura uns 30 minutos e pudemos ver super bem. Na volta a neblina tinha diminuído um pouco, mas continuava por ali.
Voltamos, rípio de novo, mas agora mais tranqüilo, nos falaram de outro lugar onde não teríamos que subir pela lomba em que havíamos tombado. No asfalto de novo, faceiros, pegamos a balsa, voltamos para o continente e rumamos de volta a Puerto Varas. Com essa função toda demoramos e chegamos tarde, nem passamos em Puerto Montt para conhecer, que fica pertinho também...
Chegada no hotel, tempo pra uma jantinha, claro, e descansar para pegar a estrada de novo amanhã!
Agora um comentário à parte: no caminho para Chiloé, na Ruta 5, antes de chegar no local para a balsa vimos 2 pessoas em uma bicicleta, mais no acostamento, atrás da bicicleta tinha um cartaz colado onde estava escrito “Just married” (recém casados). Não tivemos dúvida, atacamos os dois para conversar, são alemães, realmente recém casados, vieram da Alemanha de avião até Porto Alegre e de lá montaram sua bicicleta e estão indo para Ushuaia!!!! No pedal!!!!!! Só para chegarem lá serão 2 meses de viagem, e ainda tem a volta! Incrível!!! Ficamos encantados com a Anne e o Carsten. Conversamos um bom pouco, ali no acostamento mesmo, tiramos fotos, trocamos emails e seguimos adiante. Para quem quiser conferir, eles fizeram um site, anotem aí: http://www.virvelvind.de/ . Admirável!!!!

Quase chegando no Osorno

Sensação maravilhosa

Aos seus pés...

Gelo eterno

Vista privilegiada

Descanso perto do vulcão...

O Iuri indo dar uma voltinha no vulcão

Iuri no meio da sua voltinha pelo vulcão

Pátria amada

Deixando o Osorno pra trás

Puerto Varas

Indo para Ilha de Chiloé

Canal Chacao


O carrinho do GPS andando sobre as águas...rsrsrrs

Ancud, na Ilha de Chiloé

Em busca de comida em Ancud...

Quase na pinguineira

Chão, chão, chão...Dava um funk...

Chegamos na pinguineira!!!!!!

Pinguineira, sinistro...

Pedra linda


Peleia na pinguineira!

Olha eles aí!!!!!!

Tô faceira vendo pinguins!
Não é escultura, é um pássaro de verdade

Piratas do Caribe...

Pedra King Kong

Alguém vai se meter com nosso barqueiro???


Piratas do Caribe 2

Lanchinho perto dos pinguins
Indo embora da pinguineira

No final da estrada da foto anterior, já sem neblina

Tranquilidade...

Hotel de Ancud

Indo embora da Ilha

Fim de tarde no Canal Chacao

Anne e Carsten

Recém Casados...